10.07.2018
Países governados por mais mulheres têm menos corrupção, aponta estudo
Países que são governados por mais mulheres têm menos chances de ter corrupção. A afirmação é de uma pesquisa publicada no Journal of Economic Behavior and Organization. De acordo com o estudo, a presença de mulheres na política é importante para o crescimento de um país.

Essa análise foi realizada em 125 países, incluindo o Brasil. De acordo com os resultados, na Europa, por exemplo, a probabilidade de suborno é menor nas regiões que possuem maior representação feminina.

No ranking de países com a presença da mulher na política, o Brasil está na posição 152. A senadora Ana Amélia (PP-RS) entende o resultado dessa pesquisa como um tipo de liderança que a mulher possui onde quer que ela esteja.

“A mulher tem, pela sua própria intuição, que é um sentimento e uma habilidade bem feminina, uma capacidade de perceber não só as questões sociais, mas um cuidado na gestão. Em relação à controles, à transparência e à seriedade na gestão pública. Como ela faz na casa dela e no exercício da profissão, se ela for uma profissional liberal ou se for uma servidora de estado.”

De acordo com o estudo, as mulheres são propensas a criarem leis e a formularem novas políticas que podem ter impacto sobre a corrupção. Mesmo tendo espaço no Congresso Nacional, a senadora Ana Amélia explica que a competência não é suficiente. As mulheres precisam trabalhar o dobro para comprovar isso.

“As mulheres são muito presentes. Elas se esforçam muito, e se você olhar também as vozes e as presenças femininas, você tem pela primeira vez a presidente de um partido político, que é um dos mais importantes, o Partido dos Trabalhadores, é uma mulher. A senadora Gleisi Hoffman. Como você vê tem uma grande presença de mulheres que estão permanentemente demonstrando a sua capacidade. Só que no caso das mulheres exige mais esforço para demonstrar que elas são realmente capazes de exercer cargos importantes.”

No Brasil, a Lei 12.034/09 prevê que pelo menos 30% dos candidatos à cargos políticos devem ser do sexo feminino. Porém, em 2016, foi comprovado que as mulheres representaram 86% dos 18,5 mil candidatos que não receberam voto.


Publicado por: Vanderlei Silva - Jornalista - Mtb. 13.349

Fonte: Rádio Encruzilhadense/Agência do Rádio