12.06.2015
Prefeitos articulam ações para pressionar a União contra a crise



A assembleia ordinária da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) nessa quinta-feira, 11, apresentou uma dimensão do cenário negativo enfrentado pelos municípios. Diante da dificuldade de diálogo com o governo federal pela manutenção e aumento dos repasses às prefeituras, os prefeitos da região temem pelo comprometimento de serviços básicos. Para evitar o aprofundamento da crise, articulam ações para pressionar a União.

A reunião da Amvarp foi realizada em Vera Cruz, como parte das comemorações do 56º aniversário do município. Durante o encontro, houve consenso de que o clima é de apreensão, especialmente após a participação na 18ª Marcha em Defesa dos Municípios, ocorrida no fim do mês passado, em Brasília. “Sempre conseguimos grandes avanços com as marchas, mas, este ano, a indiferença do governo federal com as prefeituras nos decepcionou”, avaliou o presidente da Amvarp e prefeito de Venâncio Aires, Airton Artus.

Para ele, a expectativa agora reside no Congresso, onde tramitam projetos de ordem fiscal e tributária que podem beneficiar os municípios. Mesmo assim, entende que é fundamental que a União corrija as distorções que comprometem o orçamento das prefeituras. “Do contrário, o impacto será violento. Chegamos ao limite.”

O pensamento é compartilhado por outros prefeitos da região. Paulo Butzge, de Candelária, diz que é o momento de buscar medidas por consenso. “Ou seremos forçados a cortar serviços essenciais à força. Não quero deixar a população desassistida, mas estamos ficando sufocados.” Laíse de Souza Krusser, de Encruzilhada do Sul, prevê a paralisação das prefeituras. “O pacto federativo não foi colocado em prática e os municípios estão sendo obrigados a arcar com obrigações do governo federal. Não há mais fôlego nem perspectiva”, alerta. A chefe do Executivo de Vera Cruz, Rosane Petry, entende que apesar da decepção com a indiferença por parte da União, os prefeitos devem seguir fazendo sua parte em busca de mais atenção.

Neste mesmo sentido, com consenso de todos os membros, a Amvarp vai buscar a sensibilização do governo federal através da pressão junto com entidades como a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e a Confederação Nacional dos Municípios (CNM). É uma primeira medida antes da adoção de decisões mais drásticas, como a paralisação de serviços ligados à União. “Nós não queremos apenas pressionar. Queremos contribuir para uma construção conjunta de soluções, pois todos estamos sendo afetados. É necessário que os municípios tenham assento em todas as discussões”, concluiu o presidente Airton Artus.

AUDIÊNCIAS

Durante a assembleia dessa quinta, os prefeitos da Amvarp também discutiram pautas ligadas ao governo do Estado. Dentre elas, a necessidade de readequação do sistema de regulação da saúde, ressaltando a questão das referências regionais; e a situação precária da malha viária do Vale do Rio Pardo. Pela complexidade dos temas, os prefeitos devem voltar a se reunir na próxima semana para discuti-los de forma ampla e, com posicionamentos firmados, buscar a marcação de audiências com os secretários estaduais da Saúde, João Gabbardo dos Reis, e dos Transportes e Mobilidade, Pedro Westphalen.





Publicado por: Vanderlei Silva - Jornalista - Mtb. 13.349

Fonte: CUCA Conteúdo
Assessoria de Imprensa da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp)
Jornalista responsável: Jansle Appel Junior | MTb 15.066