28.04.2015
Cinco mil servidores da Polícia e Susepe paralisam atividades no RS
Cinco mil servidores da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) e da Polícia Civil paralisam as atividades no Rio Grande do Sul. Em entrevista ao site do Correio do Povo, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Urgeirm), Isaac Ortiz, confirmou a paralisação e a concentração no Palácio da Polícia, em Porto Alegre. \"Vamos ficar concentrados ali e faremos uma espécie de assembleia para definir o que irá ser feito ao longo do dia\", resumiu.

Ortiz afirmou que o movimento tem o objetivo de chamar a atenção da população para o que está acontecendo com a categoria. “É para mostrar à população o que está acontecendo”, ressaltou. “Nós precisamos do apoio da sociedade que é a maior vítima junto conosco”, acrescentou.

Segundo Ortiz, existe o receio de que o reajuste salarial, previsto para maio, não seja pago. Também é reivindicada a nomeação dos aprovados no último concurso. “Chegamos ao limite”, desabafou Ortiz. “Precisamos encontrar uma solução. Não podemos deixar o povo gaúcho à mercê dos bandidos.”

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Rio Grande do Sul (Amapergs), Flávio Berneira, os agentes penitenciários também estão sofrendo com os cortes de horas extras. A orientação para os penitenciários é que seja dada continuidade apenas aos atendimentos médicos, expedições de alvarás de soltura e ao serviço de alimentação nas prisões. “Queremos reafirmar nossa contrariedade aos anúncios de possíveis atrasos nos salários e pelos cortes de horas extras”, afirmou Berneira. “A Susepe tem um déficit muito grande de servidores e essas decisões estão dificultando ainda mais o nosso trabalho”, completou o presidente da Amapergs.

Os sindicatos dos Policiais Civis e dos Agentes Penitenciários garantiram que os serviços essenciais não serão prejudicados. Os agentes não cumprirão mandados de prisão, não haverá registro de perda de documentos e os presos não serão conduzidos para audiências. Estas ocorrências de menor potencial ofensivo podem ser feitas online, através do site da Polícia Civil.

Apesar de reivindicar pelas mesmas questões e apoiar o movimento, os integrantes da Brigada Militar não devem parar durante o dia nesta terça-feira. De acordo com o presidente da entidade representativa dos Servidores de Nível Médio da Brigada Militar (Abamf), Leonel Lucas, a categoria irá esperar uma definição por parte do governo estadual.


Publicado por: Vanderlei Silva - Jornalista - Mtb. 13.349

Fonte: Correio do Povo